domingo, 21 de agosto de 2016

1964: Os brasileiros rezam o Rosário e Nossa Senhora expulsa o comunismo do Brasil

Em 1964, no Brasil, o presidente João Goulart tentava organizar a passagem de seu país para o comunismo, segundo o modelo de Cuba. Ele conseguira infiltrar tanto os cargos importantes quanto as escolas e universidades da maior parte do país
Todavia, durante quase todo o ano precedente, o Padre Patrick Peyton, da Congregação de Santa Cruz, havia pregado uma cruzada do Rosário, percorrendo o país afim de convencer os fiéis a voltarem-se para Nossa Senhora. O povo se lembra disso no momento de perigo. Os primeiras pessoas a mobilizarem-se foram as mulheres brasileiras, desfilando pelas ruas da cidade rezando o terço. Uma vez, na cidade de Belo Horizonte, elas (em número de três mil) impediram uma conferência de Leonel Brizola, representante de Cuba, invadindo a sala onde ele devia falar; todas elas rezando o Rosário. Ao sair, Brizola encontra as ruas igualmente cheias, a perder de vista, de mulheres em oração. E ele deixa a cidade com, no bolso, um dos discursos mais incendiários de sua carreira… o qual ele não pôde pronunciar.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Da obrigação que tem os cristãos de tender a perfeição - Ultima parte

Os numerosos motivos, que podem levar os simples fiéis a tender à perfeição, reduzem-se a três principais: 1º o bem da própria alma; 2º a glória de Deus; 3º a edificação do próximo. 

1º O bem da própria alma é, antes de tudo, a segurança da salvação, a multiplicação dos méritos, e por fim as alegrias da consciência.
A) A grande obra que temos de levar a cabo na terra, a obra necessária, e, a bem dizer, a única necessária, é a salvação da nossa alma. Se a salvarmos, ainda quando percamos todos os bens da terra, parentes, amigos, reputação, riqueza, tudo fica salvo; no céu encontraremos centuplicado, tudo quanto perdemos, e para toda a eternidade. Ora, o meio mais eficaz para assegurar a salvação da alma, é tender à perfeição, cada um segundo o seu estado; quanto mais o fazemos, com discrição e constância, tanto mais nos afastamos, por isso mesmo, do pecado mortal, única força que nos pode condenar. E na verdade, é evidente que, quando alguém se esforça sinceramente por se ir aperfeiçoando, desvia por isso mesmo as ocasiões de pecado, fortifica a vontade contra as surpresas que o espiam, e, chegado o momento da tentação, a vontade, já aguerrida pelo esforço para conseguir a perfeição, acostumada a orar para assegurar a graça de Deus, repele com horror o pensamento do pecado grave: potius mori quam foedari. Quem, pelo contrário, se permite a si mesmo tudo o que não é falta grave expõe-se a cair, quando se apresentar uma violenta e longa tentação: habituado a ceder ao prazer em coisas menos graves, é de recear que, arrastado pela paixão, termine por sucumbir, como o homem, que vai costeando continuamente o abismo acaba por se despenhar. Para não corrermos perigo de ofender a Deus gravemente, o melhor meio é afastar-nos das bordas do precipício, fazendo mais do que é preceituado, esforçando-nos por avançar para a perfeição; quanto mais a ela tendermos com prudência e humildade, tanto mais segura teremos a salvação eterna.

Orações pela escola de meninos dos Dominicanos de Avrillé, e por que devemos lutar no Brasil

C. N.

No início do ano de 2017, acontecerá na França a inspeção da escola de meninos dos Dominicanos de Avrillé (La Haye-aux-Bonshommes, Angers). O Ministério da Educação do governo socialista (e radicalmente anticatólico) ameaça fechá-la por não “defender suficientemente os valores republicanos”. Dirijamos pois instantes orações pela escola deste baluarte do cristianismo.
E é para que não nos vejamos os católicos brasileiros sob tacões como os dos revolucionários republicanos franceses ou espanhóis que devemos lutar no Brasil não só pela queda do governo do PT mas contra todas as correntes revolucionárias (e não se tenha dúvida: o que imediatamente se substitui ao PT não deixa de ser revolucionário). Está na hora de os católicos nos livrarmos de uma vez da inércia querida pela CNBB (majoritariamente aliada dos revolucionários) e, com a voz que nos for possível, somar-nos às manifestações do dia 31 e demais, mas distinguindo-nos perfeitamente por lemas próprios: liberdade para o ensino católico, pelo homeschooling, pela família, contra a ideologia de gênero, contra o aborto – sempre com o rosário ou terço na mão, e sempre sob o estandarte de Cristo Rei.
Graças à inépcia e à cupidez do mesmo PT, e ao contrário do que muito infelizmente sucede hoje aos católicos de quase toda a Europa, deixamos no Brasil de estar totalmente sob tacões revolucionários. Logo, possibilitaram-se-nos meios mais diretamente políticos de atuação. Não os desperdicemos, enquanto é tempo. 
Em tempo: e apoiemos a restauração monárquica, contra a podridão republicana.    

O Cardeal Pie de Poitiers e as disputas

Assim como um juiz não pode sentenciar em juízo
até haver escutado as duas partes, assim o homem que
estuda filosofia julga melhor se observa o choque
das ideias, como o de dois adversários em pugna. 
Santo Tomás de Aquino
Cardeal Pie de Poitiers

 Deve-se preferir seguramente a calma exposição dos dogmas à discussão: nossos ilustres predecessores disseram-no com frequência, e seria muito fácil fazer apenas uma coleção de seus escritos em que o dizem. Mas as exigências do tempo colocavam-nos também a eles em meio a polêmicas, e, quando se leem as suas obras, compreende-se que a polêmica ocupa talvez até a maior parte delas. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Da obrigação que tem os cristãos de tender a perfeição - Parte I

Exporemos: 1º a obrigação em si mesma; 2º os motivos que tornam este dever mais fácil.


I - Da obrigação propriamente dita

Em matéria tão delicada importa usar da maior exatidão possível. É certo que é necessário e suficiente morrer em estado de graça, para ser salvo; parece, pois, que não haverá para os fiéis outra obrigação estrita mais que a de conservar o estado de graça. Mas, precisamente, a questão é saber se pode alguém conservar por tempo notável o estado de graça, sem se esforçar para fazer progressos. Ora, a autoridade e a razão iluminada pela fé mostram-nos que, no estado de natureza decaída, ninguém pode permanecer muito tempo no estado de graça, sem fazer esforços para progredir na vida espiritual, e praticar de vez em quando alguns dos conselhos evangélicos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Da Murmuração e da Calúnia

  Murmurar é descobrir sem necessidade as faltas ou vícios do próximo.
Sem necessidade, dizemos, nem para bem público, nem para bem particular, porquanto se torna as vezes preciso divulgar certos males, ainda com prejuízos e desonra de quem o fez, v.g. declarando-os aos pais, mestres ou mais superiores, para que ponham cobro aos desmandos do seus inferiores, e preservem os mais do contagio e outros prejuízos eminentes. Fora esses casos excepcionais, lembremo-nos que nem todas as verdades se dizem.
  Calúniar é imputar ao próximo defeitos ou culpas que não tem.
Inventa, pois, o caluniador perverso, e propala falsidade contra a honra do próximo, a quem rouba cruelmente a fama, que é dos bens o mais precisos: crime, pois, mais odioso que o precedente, já que fere a um tempo a verdade, a caridade e a própria justiça.
Tanto este como aquele pecado da língua designa-se com o nome de Detração.

domingo, 17 de julho de 2016

O Cristianismo e os pobres ao longo do tempo

Os primeiros cristãos
• Como se lê em Explosion de charité - par les Dominicains d'Avrillé, desde seu aparecimento o cristianismo é como uma explosão de caridade. Em Jerusalém, os primeiros cristãos vendem seus bens para dar aos pobres (At 4, 32).
• O pagão Luciano de Salmósata (125-192) zomba muito dos cristãos em sua sátira Peregrinus. Mas reconhece seu “incrível afã” de exercer a caridade: “Eles não se poupam incômodo, nem despesas, nem trabalho”.
• Em face dos perseguidores, os primeiros cristãos podiam declarar: “O estado esqueceu que nos deve a vida de seus pobres, que pereceriam, ah! se não os viéssemos socorrer?” (Tertuliano).
• O diácono Lourenço reúne os pobres socorridos pela Igreja: “Eis os tesouros dos cristãos, não temos outros”.